terça-feira, 17 de abril de 2018

Concurso para escolha do novo manto

    Essa iniciativa de dar à torcida a oportunidade de escolher os novos uniformes é um belo tento da diretoria tricolor. Do ponto de vista simbólico, é um gesto em prol da democracia que, no entanto, mesmo estando à frente do que ocorre no pais, ainda tem um longo caminho a ser percorrido para ser consolidada.
    Observando o avanço da iniciativa, tenho que confessar que a beleza do uniforme nunca foi minha prioridade. Só comecei a prestar atenção nisso quando começaram a aparecer as camisas retrô e os chamados terceiros uniformes. Eu sou do tempo em que o primeiro uniforme era camisa branca, calção azul e meião vermelho e no segundo só   mudava aa camisa, que era a tricolor. E isso, naquele tempo, era indiscutível. 
    Lembro de ter ficado incomodado quando, nas finais do campeonato de 88 o Bahia trocou de marca (da internacional Adidas para a desconhecida replay), a meu ver o novo uniforme era inferior e feio. Mas, por ironia do destino, levantamos o campeonato de 88 e aquele uniforme ficou eternizado. A marca da Replay ainda estaria no uniforme do time semifinalista de 1990.
    O certame para escolha do novo padrão deve ser um sucesso e, no final, ninguém vai sair derrotado. Não se pode desprezar essa estratégia da diretoria, mas não se pode esquecer que mais importante do que uniforme bonito é o time que vai envergar esse manto. Nada mais elementar do que o uniforme todo branco do Santos de Pelé. Nada menos elementar do que aquilo que as estrelas ornamentadas com o uniforme branco do Santos fizeram.

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